sábado, 18 de fevereiro de 2017

CARNAVAL DE MANAUS ANTIGA

Vamos iniciar as postagens sobre Carnaval da Manaus de Antigamente. A começar por essa linda imagem de um carro alegórico, da família Miranda Corrêa. Vejam ao fundo da imagem o Instituto benjamim Constant e o descampado onde hoje seria a praça do Congresso. Esse prédio ao lado do carro é o antigo palacete Miranda Corrêa, demolido criminosamente. Uma afronta para a nossa memória.


Ao final do século XIX e início do século XX, com a mudança do regime republicano, vivia-se uma fase de mudanças e transformações na cidade, sobretudo social e não apenas política. É nesse contexto que o carnaval amazonense acontece com muita força através de Saraus e bailes a fantasia, desfiles de carros alegóricos nas principais avenidas do Centro e batalhas de confetes. O jornal "O COMMERCIO" de 24 de fevereiro de 1890, publica uma nota com a seguinte manchete - Desde sábado a noite que já se notava pelas ruas e casas de divertimento grande massa popular que dava começo a folia carnavalesca- É nesse período que o Carnaval passa a ser um grande atrativo cultural e divertido para a população.

CARNAVAL DE MANAUS EM 1905
O carnaval de 1905 em Manaus, se não foi o mais animado de todos os tempos, certamente foi um dos mais retratados até a metade do século XX. Há uma série de cartões postais daquele ano - alguns inclusive colorizados à mão - que mostram os foliões portando ricas fantasias de pierrô, colombina, arlequim e outras; e os criativos carros alegóricos, patrocinados por empresas como a Fábrica Gelo Cristal, dos Miranda Corrêa, desfilando pela Avenida Eduardo Ribeiro. 
Beleza sem fim



CLUBE RIO NEGRO


                                          BANDA DA BICA


BAILE DE CARNAVAL NO RIO NEGRO - Eu recebi essa foto e fiquei contente pela descrição. A Paula Pinho enviou dizendo que era sua avó Itacyara Pinho à direita da imagem.

 Itacyara Pinho foi secretária de Educação e eu estudei na escola que recebeu seu por homenagem.



                                             CLUBE RIO NEGRO

DESFILE DE CARNAVAL NA AVENIDA EDUARDO RIBEIRO


BANDA DA BICA



BLOCO DAS APERTADAS
 Japiim na rua da Penetração.  Destaque para Sergio Rodela, Junior Louro, Marcio Quexinho e a rainha Luis Claudio. O bloco das apertadas no final da década 70 e começo dos anos 80, passeavam em uma caçamba, o que era surreal e muito divertido pra época. Posteriormente iria surgir um dos blocos mais divertidos e conhecidos de Manaus, o Bloco das Piranhas no conjunto Parque10 de Novembro. Eram só moradores que andavam vestidos de mulheres pelas ruas.



CARNAVAL NA AVENIDA EDUARDO RIBEIRO . No canto direito aparece o jornalista Ronaldo Tiradentes fazendo a cobertura do desfile.




 Mocidade Clube – Um dos blocos mais antigos e boêmios de Manaus Antiga e que se apresentou durante 25 anos na avenida Eduardo Ribeiro.

O clube se apresentavam todas as terças-feiras de carnaval, sempre com temas e fantasias diferentes. Os temas eram escolhidos para lembrar fatos acontecidos na cidade, sempre com muita prosa e brincadeiras.
As reuniões do Clube Mocidade aconteciam na loja Vitrine, que era uma loja localizada na Eduardo Ribeiro e pertencia aos irmãos Tetenge.
 O Mocidade Clube era formado por 15 amigos, entre eles podemos citar: Alfredo Tetenge, Theomario Pinto da Costa, Mario Lufino, Flaviano Limongi, Joaquim Loureiro, Andreas Limongi, Flavio Augusto, Angelo Amorim, Alfredo Turquinho, Desembargador Luiz Cabral, Mario Bitencourt, Nelson Ribeiro, Homero Cabal dos Anjos, Pedro Bichara Jose Maria Bichara e Jose Barros.
A primeira apresentação do Clube Mocidade aconteceu em 1953 e a última em 1978. Tanta na primeira quanta na última apresentação, o Clube Mocidade se apresentou com o tema: A Branca de Neve e os Sete Anões.  






                                        BLOCOS DE CARNAVAL






FESTIVAL DE VERÃO EM MANAUS 1987

Festival verão Brahma. Na época a Sonorização era de responsabilidade da banda Expressom
Assista o vídeo e se emocione 



50 ANOS DE ZFM

Em 2017 a Zona Franca de Manaus (ZFM) completa 50 anos de existência. No dia 28 de fevereiro de 1967 foi assinado o Decreto Lei 288/67 pelo presidente militar Humberto de Alencar Castello Branco.


O artigo 1º do Decreto, diz que a “ZFM é uma área de livre comércio de importação e exportação e de incentivos fiscais especiais, estabelecida com a finalidade de criar no interior da Amazônia um centro industrial, comercial e agropecuário dotado de condições econômicas que permitam seu desenvolvimento, em face dos fatores locais e da grande distância, a que se encontram os centros consumidores de seus produtos”


1970




1987


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

AVENIDA 13 DE MAIO MANAUS 1932

1932 - Foto do O Jornal. Mostra o calçamento da Avenida Sete de setembro com avenida  13 de maio ou Getúlio Vargas. Os painéis apoiados nos postes das esquinas são de cartazes do cinema demolido. 

domingo, 5 de fevereiro de 2017

MONUMENTO DESAPARECIDO DE MANAUS

A primeira foto mostra as irmãs e primas de Jefferson Peres.
Lindas e mais lindo ainda e esse bebedouro em ferro fundido que estava localizado na Av. Getúlio Vargas, frente o Cine Polytheama. Desaparecido nos anos 50.




MONUMENTO EM 1906

MONUMENTO DESAPARECIDO – Este monumento que parece um coreto, mas na verdade e um bebedouro, desapareceu no inicio dos anos 50.
Esse registro faz parte do álbum - Anuário de Manáos- 1913. Esta obra de arte industrial foi instalada na Praça da Constituição (atual Heliodoro Balbi) em 1906, para a inauguração do paisagismo daquele logradouro.
 Em 1926, quando aconteceu o restauro, na gestão do prefeito Araújo Lima, foi transferida para o centro da avenida, como mostra essa foto, e ali ficou cerca de 30 anos quando, no final dos anos 50, "sumiu misteriosamente", sendo seu paradeiro desconhecido.
O Bebedouro foi fabricado na Escócia, nas oficinas de fundição que pertencia a empresa inglesa Walter MacFarlane, a mesma empresa que fabricou a escadaria da Biblioteca Publica e os pavilhões do Mercado Adolpho Lisboa. A confeccao desse e dos demais monumentos de mesma semelhaça, se deu pela comemoração ao Jubileu de Diamante do reinado de Vitória I do Reino Unido, comemorado em 1897.
Chegando ao Brasil uma peça ficou em Manaus e outra peça foi levada para o município de Humaitá (instalada na Praça Benjamin Constant). Recentemente a peça de Humaitá passou por restauração ( 2013)  e o monumento foi devolvido no fim de 2016.
Essas peças eram raras e únicas no Brasil. Hoje contamos apenas com a peça de Humaitá.
Lamentamos muito o desaparecimento desse monumento de Manaus e peço que essa imagem seja amplamente divulgada dentro e fora da cidade, a fim de tentarmos obter alguma pista de seu paradeiro. Por sua excepcional beleza, tenho certeza absoluta que não virou sucata. Provavelmente está em alguma cidade do interior do Estado ou até mesmo adornando o jardim de alguma residência particular.
Veja na imagem o modelo do bebedouro de Manaus e Humaitá (1890).
Essa imagem está disponível no catálogo de modelos de bebedouros artísticos, de cúpula em filigrana de ferro fundido fabricados pela "Walter MacFarlane & Co Ltd" na Saracen Fundry em Glasgow, Escócia.




IMAGENS DO BEBEDOURO DE HUMAITÁ 




O BEBEDOURO DE MANAUS ERA FORMADO POR 8 COLUNAS E O DE HUMAITÁ POR 4 





MATERNIDADE BALBINA MESTRINHO EM 1960

Inauguração da Maternidade Balbina Mestrinho em 1960 - Na esquerda o então arcebispo de Manaus Dom João de Souza Lima, e ao centro o governador Gilberto Mestrinho.

O POETA VINÍCIUS DE MORAES VISITOU MANAUS

Um dia, O POETA VINÍCIUS DE MORAES VISITOU MANAUS. Foi tomar uma dose de inspiração no Bar do Caldeira e apareceu essa turma de papagaios de pirata. Entre eles, o saudoso senador Fábio Lucena, Waldir Garcia professor de português na ETFAM e morava na 7 de Setembro, em frente ao Palácio Rio Negro. O Bar do Caldeira fica na esquina das ruas José Clemente e Lobo D'Almada. O nome é em homenagem à caldeira do Hospital Santa Casa de Misericórdia que sofreu um incêndio.
1974